A Companhia de Teatro Cortina da Alma…

janeiro 27, 2010 Deixe um comentário

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A “Companhia Cortina da Alma” surgiu, através da congruência de ideais de duas pessoas, que tinham como objetivo trazer reflexão, olhar crítico e provocar profundas alterações no comportamento humano através do teatro. A arte como intermediadora desse processo, tem a função de sensibilizar essa geração, trazer algo novo, despertar interesses, estabelecer um processo reflexivo não só individual, mas coletivo.

Através do teatro pode-se obter além da informação, sensibilizar, ou seja, entender de forma subjetiva e emocional o comportamento humano. Aproximar o público, trabalhando com realidades individuais e com questões cruciais que habitam o cotidiano, Enfatizando a importância da participação individual e sua interferência no global.

O teatro como intermediador desse processo de sensibilização, conscientização e também como uma nova perspectiva de interdisciplinaridade, proporciona o resgate profundo de identidade, que já estão confundidos nesse processo homogeneizado e superficial da nossa era.

O teatro,  com o objetivo  de penetrar no âmago das questões de forma profunda, envolvente e didática, para que promovam o desenvolvimento do senso crítico, crie referenciais individuais para um bem coletivo e leve a sociedade a adquirir ações mais coletivas e solidárias e rumo á um mundo mais perto do qual sonhamos.

“A conscientização está evidentemente ligada à utopia, implica em utopia. Quanto mais conscientizados nos tornamos, mais capacitados estamos para ser anunciadores ou denunciadores, graças ao compromisso de transformação que assumimos. Mas esta posição deve ser permanente: a partir do momento em que denunciamos uma estrutura desumanizante sem nos comprometermos com a realidade, a partir do momento em que chegamos à conscientização do projeto, se deixarmos de ser utópicos nos burocratizamos; é o perigo das revoluções quando deixam de ser permanentes. Uma das propostas geniais é a da renovação cultural, esta dialetização que, propriamente falando, não é de ontem, nem de hoje, nem de amanhã, mas uma tarefa permanente de transformação”. (Freire, 1979).

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